A bula da Coronavac determina que a segunda dose do imunizante deve ser aplicada entre 14 e 28 dias após a primeira. Em Dom Joaquim, como em outras milhares de cidades brasileiras, esse prazo não está sendo respeitado por falta de unidades do imunizante. Pessoas acima de 63 anos, que começaram a ser vacinadas no município no dia 08 de abril, deveriam receber a segunda dose até dia 07 de maio, mas se depararam com a unidade de saúde sem o imunizante. Uma das explicações para o atraso da vacina são as mudanças de orientações do Ministério da Saúde, na perspectiva de pesquisadores e do poder municipal. A partir da oitava remessa de vacinas que chegou a Minas Gerais, em março, o Ministério da Saúde passou a recomendar que todas as unidades fossem utilizadas para aplicação da primeira dose, prometendo que as vacinas para aplicação da segunda seriam enviadas dentro do prazo correto aos municípios. Com atrasos no recebimento de insumos importados e consequente diminuição da entrega de unidades pelo Instituto Butantan, a pasta não cumpriu a garantia e voltou atrás : a partir de então, a orientação federal passou a ser reservar vacinas para a segunda dose. Essa mudança de orientação gerou um problema grande para o município, pois hoje temos um público de mais de 80 pessoas que estão na data para vacinação de segunda dose e não há doses suficientes. Na data de hoje, Dom Joaquim recebeu apenas 20 doses de vacina Coronavac para serem destinadas a esse público que já está aguardando a D2 ( segunda dose). A Secretaria de Saúde, teve que selecionar então os indivíduos mais vulneráveis, ou seja com comorbidades (doenças) para receber esssas primeiras 20 doses. A primeira comorbidade que foi tomada como critério para vacinação foi ser 𝐃𝐈𝐀𝐁𝐄𝐓𝐈𝐂𝐎, a partir do momento que recebermos mais doses as outras comorbidades serão avaliadas e o restante deste público receberá a vacina. Embora não existam estudos científicos mostrando os efeitos da vacinação com a Coronavac fora do prazo, a determinação do Ministério da Saúde é que todos os que receberam a primeira dose tomem a segunda assim que possível, mesmo após o intervalo de 28 dias. “É importante esclarecer que a aplicação da segunda dose entre 15 e 21 dias após o recomendado pelo laboratório (28 dias) não compromete a eficácia da vacina”, afirma o Ministério da Saúde.